Provo a provação por mim. A certeza tão incerta de continuar e manter-me firme. O emaranhado da dúvida no ralo do box, o acumulado do passado descendo o cano da descarga. No retrato embaçado do espelho me pinto: auto-imagem é caricatura orgulhosa da virtude, brincando de suprir as carências que tenho.

Que seja então impuro, imperfeito e transitório, o passo dado sem pretensão de glória. Que seja aceita a remela, não por exposição em punição do torto, mas como pertence indivisível da mera mortal que sou. Que seja o foco concentrado no propósito, e que o propósito não foque o murmúrio indecifrável do alheio.

E que seja autêntico, ainda que incerto.